Artigos Educacionais

Artigos educacionais para leitura e aprendizado.


RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL DO ALUNO 

“A avaliação é ‘movimento’, é ação e reflexão.

 À medida que as crianças realizam suas tarefas, efetivam muitas conquistas”.(HOFFMANN)

  A avaliação é a reflexão transformada em ação, não podendo ser estática nem ter caráter sensitivo e classificatório”.Jussara Hoffmann  

 Principalmente na educação infantil os relatórios das crianças revelam seus avanços diários , as observações são feitas com requintes de detalhes para que não percamos nenhum momento do seu desenvolvimento. Avaliar envolve valor e valor envolve pessoa. Avaliação é fundamentalmente acompanhamento do desenvolvimento do aluno no processo de construção do conhecimento. O professor precisa caminhar junto com o educando passo a passo, durante todo o caminho da aprendizagem. A avaliação entendida como ato de acolher requer um olhar sem preconceitos, um dinamismo na prática docente e uma profunda vontade de efetivar uma prática que leve à transformação de conteúdos curriculares à ações vivificadas.   Dos zero aos seis anos de idade, as crianças não são avaliadas por notas, mas sim por uma análise mais completa do seu desenvolvimento cognitivo, socioemocional e físico – algo que poderia, na minha opinião, estender-se por todos os níveis de educação. Na avaliação formativa, essa realizada na Educação Infantil, o objetivo é comparar a criança à ela mesma, perceber os obstáculos e dificuldades que ela enfrenta, assim como reconhecer conquistas e potenciais de crescimento. É a partir dessa análise que o professor pode definir suas próximas aulas sabendo que está fazendo o que é melhor para a evolução de cada criança de sua turma.     A maioria das escolas que conheço ainda utiliza uma lista de objetivos de aprendizagem relacionados a seis grandes áreas de conhecimento:Artes, Música, Linguagem Oral e Escrita, Movimento, Matemática e Natureza e Sociedade. Essas áreas foram estipuladas na década de 90, no Referencial Curricular de Educação Infantil. 

Para que serve o parecer descritivo?   

 Ele é uma interpretação da sua avaliação (aqueles objetivos que você respondeu com “sim”, “não” ou “em andamento”), ou, ainda, um diagnóstico em que o professor reconhece as necessidades das crianças e sugere uma estratégia para que elas se desenvolvam plenamente. Lembre-se de que o objetivo é informar os adultos e buscar soluções, nunca rotular a criança como boa ou ruim.    Esse documento acompanha a avaliação, portanto, não é preciso copiá-las palavra por palavra – além de isso tomar tempo dobrado do professor, não será útil nem à coordenação, nem aos pais, nem aos próximos professores que seu aluno tiver.  Também não é necessário enfeitar o texto: mantenha um estilo simples e conciso, fácil de compreender. Quanto mais clara for a mensagem, melhor e mais eficaz o acompanhamento que essa criança vai receber de todas as frentes. Normalmente, o parecer não deve passar de uma ou duas páginas.  É uma narração ou descrição verbal ou escrita, ordenada, minuciosa de um determinado fato . O relatório do desenvolvimento do aluno tem por objetivo levar o professor a acompanhar o processo de construção do conhecimento do aluno e intervir quando necessário no sentido de contribuir para o desenvolvimento integral, juntamente com a família, no processo de aprendizagem.Temos que escolher adequadamente as palavras, expressões e citações a serem introduzidas no texto do relatório.Consideramos a criança como um ser em constante desenvolvimento e temos que ter um olhar global do seu desenvolvimento, enxergando  o antes, o agora e o futuro próximo. Segue alguns verbos que poderão ser usados no relatório do desenvolvimento dos seus alunos:

Demonstrar, identificar, interessar, interagir, arriscar, comentar, empregar, discenir, reconhecer, valorizar, construir, avançar, desafiar, observar, montar, criar, estabelecer, classificar, comunicar, utilizar,analisar despertar, seguir, reagir, ler, compreender,agir, distinguir, participar, encontrar, habilitar, propor, interagir,alcançar, definir, levantar, completar, realizar, proporcionar,construir, enriquecer, atender, orientar, traçar, perguntar, perceber, ampliar, criar, contribuir, atingir, auxiliar, oferecer, dirigir, apresentar, colaborar, elaborar, revelar, preparar, sugerir, dispersar, brincar, movimentar, experimentar, manusear.


Todos os aspectos do desenvolvimento da criança tem que ser apontado de uma forma que ao ler os pais visualizem o crescimento dos filhos ,sempre de forma positiva e que percebam os trabalhos desenvolvidos, o olhar e os procedimentos que o professor introduziu para intervir nesse  processo importante da criança.

 Cuidado com a escrita do seu relatório, somos professores e não podemos diagnosticar nenhum distúrbios, doenças, etc.Somente um especialista no assunto pode dizer com certeza o problema que está afetando seu aprendizado.
 Temos que ter consciência que observamos o desenvolvimento educacional e aspectos que possam estar interferindo nesse desenvolvimento.

 Outro ponto que temos que ter Cuidado é como escrevemos certas características ou fatos ocorridos no decorrer da observação, a forma como se escreve pode trazer problemas para o professor, os responsáveis poderão sentir-se ofendidos, assim como interpretar como uma humilhação, um descaso, um constrangimento para os filhos, causando transtornos e até processo para o professor que muitas vezes não teve a intenção.” O relatório é um documento escrito e assinado pelo professor”.
Assim como a agenda que é uma forma de registro.

Segue alguns exemplos da forma de expressões do senso comum da escrita e da forma mais clássica da mesma escrita:

A Criança é:

Mentirosa – Utiliza-se de inverdade para justificar seus erros.

Tagarela/ Conversa demais– Não  respeita o momento de falar, não deixa os companheiros se expressarem.              

Não sabe– Apresenta dificuldades nos conteúdos trabalhado até o momento, terá que rever alguns conteúdos.  


Não tem Limites– Necessita rever as regras de convivência e combinados da sala, precisamos porém da parceria da família.      
       
Tem costume de roubar–  Apropria-se de objetos dos colegas.              

É agressiva- Demonstra agressividade com os colegas, principalmente em disputas por brinquedos e conflitos diversos.    
         
 É relaxada–  Não cuida dos seus pertences e materiais, não tem capricho.              


Não tem apoio familiar- Necessitamos da intervenção e parceria escola-família para que o desenvolvimento do aluno seja pleno.   
       
É desobediente– Tem dificuldades em atender pedidos dos professores, funcionários e pessoas que a supervisionam/ Não compreende solicitações de adultos.    
          
É distraída/Apática- Não interage nas atividades e brincadeiras propostas, distrai-se com facilidade, pouco se expressa com os colegas e professoras.              


Fofoqueira– Demonstra preocupação com atitudes e ações dos colegas e esquecendo dos seus afazeres.    
          
Vive atrás do professor- Demonstra carinho e apego a professora.              


É dissimulada– Em conflitos é sempre vítima, mesmo estando clara a sua participação nos eventos. 


É preguiçosa– Não realiza as atividades propostas observa-se desânimo e cansaço, porém em outros momentos brinca e movimenta-se sem nenhum problema.    


Boca suja-  Apropria-se de palavras obscenas e pouco cordiais para se referir aos colegas, em momentos de conflitos e em brincadeiras diversas.              


Egoísta–  Necessita de orientação para compreender a importância do brincar no coletivo e a dividir os brinquedos e brincadeiras com os demais.  
            
Não para sentada-  É uma criança inquieta, agitada, ansiosa… que não consegue  sentar-se e prestar atenção a explicações e comanda.
Na avaliação de educação infantil os pontos principais são os avanços e os aprendizados que as crianças tiveram no semestre. Registraremos muito mais os pontos positivos e o negativos dependendo deles uma conversa formal com os responsáveis é a melhor solução para alguns comportamentos indesejáveis. Lembre-se seu trabalho também é avaliado.
“Ação- reflexão-ação da Prática”


                             Avaliação na Educação Infantil






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O QUE É O TDAH?

O transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade é a forma atual de nomear um transtorno específico, com base orgânica/ neurológica, que se manifesta tanto em crianças quanto em adultos e tem como características determinantes um desvio de padrão em relação aos demais indivíduos, essencialmente apresentados por sintomas de desatenção/ hiperatividade e impulsividade ocasionando danos em diversos contextos de sua vida diária (RUSSEL A. BARKLEY; KEVIN R. MURPHY;2008).

Após vários estudos o DSM – IV (1994) revela a mais nova denominação como transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade. Essa classificação reúne sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade e distingue três subtipos para fins de diagnóstico: o predominante desatento, o predominante hiperativo/ impulsivo e o tipo combinado que tem características dos dois anteriores.

A persistência e permanência dos sintomas e manifestações seguem caminhos diferentes no processo de desenvolvimento da criança. Com a adolescência a hiperatividade pode ser diminuída diferenciando-se de forma discreta dos demais jovens que não apresentam transtorno. Há uma correlação entre TDAH e dificuldade de aprendizagem, essa combinação é bastante frequente, nestes casos, porém, não segue nenhuma regra determinada. O comportamento do indivíduo afeta de forma significativa sua integração ao meio por serem percebidos e apontados como inadequados e inconvenientes para determinados ambientes. Em muitos casos existe forte histórico familiar do transtorno, na maioria das ocorrências o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, principalmente o sintoma de desatenção que não diminui com o desenvolvimento neurológico. Um grupo significativo de pessoas com TDAH não são identificados ou possuem um diagnóstico incorreto fazendo com que os sintomas se intensifiquem causando situações muito difíceis no confronto da vida normal. 

Segundo, Mattos (2008), nos casos de TDAH cerca de 70% entre crianças, adolescentes e adultos apresentam outros tipos associados ao transtorno destacando-se a ansiedade, depressão e abuso de álcool e drogas. é de grande interesse não só da sociedade como pesquisadores, médicos, psicólogos e educadores o conhecimento da patologia devido aos danos causados na vida do portador para diagnóstico e tratamento eficazes." 

Critérios de desatenção

Em situações sociais, a desatenção manifesta-se por frequentes mudanças de assunto falta de atenção ao que os outros dizem, distração durante as conversas e falta de atenção a detalhes, atividades e regras. Conforme o DSM-IV-TR (2002), o portador deste transtorno:

  • requentemente realiza seu trabalho de forma confusa e inadequada, também possui dificuldade de manter a atenção em tarefas que consideram difícil impedindo seu termino.
  • Frequentemente demonstram estar com a atenção voltada para outro foco e de não escutar o que lhe é dito.
  • São facilmente distraídos por estímulos irrelevantes e frequentemente interrompem tarefas em andamento por dar atenção a ruídos ou eventos irrelevantes que em geral são facilmente ignorados ou passam despercebidos por outros.
  • Passam frequentemente por mudanças de uma tarefa inacabada para outra. Os indivíduos diagnosticados com este transtorno podem iniciar uma tarefa, passar para outra, depois voltar à atenção para outra coisa sem completarem qualquer uma.
  • O fracasso para completar tarefas deve ser considerado, quando feito o diagnóstico, apenas se ele for devido à desatenção, ao invés de outras possíveis razões. Esses indivíduos com frequência têm dificuldade para organizar tarefas e atividades.
  • Esquece-se de coisas nas atividades cotidianas (por ex., faltam a compromissos marcados, esquecer de levar material, lanche para o trabalho ou a escola).


  • Critérios de hiperatividade/ impulsividade

Na hiperatividade segundo o DSM-VI-TR (2002), ocorre variação de acordo com a idade e nível de desenvolvimento do indivíduo, devendo o diagnóstico ser feito com cautela em crianças pequenas. Em bebês e pré-escolares são constantemente irrequietos e envolvidos com tudo à sua volta. As crianças em idade escolar exibem comportamentos similares, mas em geral com menor frequência ou intensidade do que bebês e pré-escolares. Em adolescentes e adultos, os sintomas de hiperatividade assumem a forma de sensações de inquietação e dificuldade para envolver-se em atividades tranquilas e sedentárias.

  • Não permanecer sentado quando deveria.
  • A hiperatividade pode manifestar-se por inquietação ou remexer-se na cadeira.
  • Por correr ou subir excessivamente em coisas quando isto é inapropriado.
  • Por dificuldade em brincar ou ficar em silêncio em atividades de lazer.
  • Por frequentemente parecer estar "a todo vapor" ou "cheio de gás".

Na impulsividade, pode-se observar uma manifestação de impaciência, dificuldade para protelar resposta, responder perguntas antes de a mesma ter sido formulado, não ter paciência de aguardar a vez, interromper com frequência em assuntos que não lhe diz respeito, causando dificuldades no âmbito familiar, social, profissional, escolar.

As dificuldades de se expressar adequadamente, também se fazem presente, fazendo com que indivíduos com esses transtornos, frequentemente interrompem os outros, mexem em objetos que não deveriam tocar e fazem brincadeiras fora de hora. Acidentes também são frequentes como por ex; se esbarrar outras pessoas, derrubar objetos e até mesmo se queimar por segurar panela quente por falta de atenção. Além disso, podem se envolver em atividades perigosos se for levado em conta, possíveis consequências.

Para o portador de TDAH, é extremamente difícil se envolver em atividades monótonas ou que exigem atenção ou esforço mental constante. Alguns exemplos disso, é manter um diálogo prolongado que fala de assunto que não lhe chama a atenção e trabalhar em atividades monótonas e repetitivas." 







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